Diversos projetos ou projetos diversos?

Uma das coisas que mais me agradam na Escuela Superior de Arquitectura de Madrid é a diversidade entre os projetos apresentados. Eu estava acostumada às lâminas sobre pilotis que desenham os alunos do Mackenzie, como já escrevi em outro post, mas agora, por aqui, vejo que aprendemos muito mais sobre arquitetura quando nos mostram as novidades, quando um aluno – ou melhor, quase toda a turma de 40 alunos – te apresenta uma idéia que jamais iria apresentar. Meu professor fez uma correção virtual de alguns dos trabalhos, e, para os que não acreditam em tamanha diversidade, linko aqui (entrar na pág. principal, logo na letra “M”, depois em “comentários”) o arquivo que nos enviou sobre a primeira entrega.

Anúncios

3 comentários sobre “Diversos projetos ou projetos diversos?

  1. Cara, sensacional o modo que o professor avalia as propostas e mais sensacional ainda a maneira como ele torna isso público via web.

    Deu até saudades das pranchetas da faculdade, quiçá não seja a hora de voltar a estudar.

    abraço e siga mandando noticias desde madrid.

    Curtir

  2. Li meio por alto o link, mas em determinado momento li algo sobre o SPBR – o escritório do Ângelo Bucci! Que legal! Mas arquitetura é algo “que não se ensina, mas se aprende”… Haja maneirismo nessa frase!!!!!!!!!!

    Sabe em determinados momentos me pergunto onde estão os clientes e não os arquitetos. Assim, cheguei a uma breve opinião, não ainda conclusiva: com uma baixa cultura geral, dos administradores, dos economistas, dos publicitários, não há cliente para fazer uma arquitetura desafiadora. E o que está na mão de bancos, escritórios, etc. tende a uma industrialização, o que não se pode de jeito nenhum dizer que estão errados. Basta sempre recorrer aos modelos arquiteturais, a tese desenvolvida pelo Prof. Candi Hirano (que talvez, como o Mackenzie tenha uma vida a partir de projetos, seja muito mal apresentada e muito mal interpretada pelos alunos, mas explica em muito muita das dúvidas dos arquitetos recém chegados ao mercado de trabalho). Ou melhor, tem um livro do Arq. Paulo Bruna que trata do tema, mas sob a ótica da habitação de interesse social. Só te falo mais: sofri bastante no Mackenzie com a “galera” que não lia nada e chutava tudo… Até que saia algo de novo, alem dos pilotis, mas a profundidade da coisa só vai existir quando tiver profundidade na pesquisa, na leitura, na “teoria da arquitetura” (esse termo parece coisa do outro mundo falando assim, mas é o que difere um partido sem força de expressão).

    Agora, assim, sempre que escuto meu amigo Artur da Távola, (pelo menos uns 40 anos mais velho que eu) tenho sempre uma visão renovada sobre certos temas. Um deles é a educação. Não sei se a faculdade de arquitetura faz uma diferença assim tão brutal. Veja o caso do próprio Mackenzie: formou um Miguel Forte (que nem sei se sabe quem é, mas é só procurar sobre o estúdio de móveis Branco e Preto), um Paulo Mendes da Rocha, e mais uma listinha interminável de vários expoentes sob a pauta de uma arquitetura neoclássica de Christiano Stockler das Neves… Garanto que se não fossem os próprios alunos a buscar um caminho (eu e os caminhos…) não seria a faculdade a fornecê-los.

    Alias, num outro post seu, fala da dificuldade do ato de projetar. Lembrei daquela frase: “olho a folha em branco e me desespero”. Nem sei quem é o autor, mas é bem por aí mesmo. Lembra quando vai a um médico ele pergunta dez coisas que nada tem a ver? Eis ai o procedimento. Saber que dados necessita para iniciar o projeto. Na vida profissional alguns já virão prontos, sem que se possa discuti-los, como “programa de necessidades”. Mas mesmo assim, algumas coisas acontecem como Niemeyer esquecer de fazer uma barbearia para o presidente da república… Improvisaram uma depois da obra pronta, para o Jânio Quadros…

    Gostei do seu blog. Tem horas que me faz lembrar da faculdade. Do Carlos Leite (Charles Milk). Mas depois que me formei, acho que dei um tempo de uns dois anos para viver outras realidades para depois vir a atura na arquitetura e me candidatar ao mestrado. Olha, te falo: “Se soubesse o que sei agora, faria tudo exatamente igual”.

    Curtir

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s